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quarta-feira, maio 19, 2004

Definitivamente está acontecendo uma revolução, ou melhor, uma evolução na música brasileira, ela está evoluindo para dentro, está voltando a origem, fazendo valer a máxima de que menos é mais, de que falando da nossa aldeia estaremos falando do mundo.

Estamos usando zabumbas, repiques, triângulos, reco-recos, surdos, berimbaus, agogôs, atabaques... fundindo com guitarras elétricas, alaúdes árabe, saxs, flautas, violões caipiras, de sete cordas, baixos elétricos, tudo na mais perfeita e legítima boa música brasileira e porque não dizer música do mundo, universal.

Em menos de uma semana eu fui surpreendido com dois grandes e maravilhosos exemplos deste furacão sonoro brasileiro. Na quarta passada num show onde Chico César recebe Escurinho e a Banda As Parêa o primeiro tiro pega de cheio no peito, no Ballroom (Rio) começa a cair a ficha de que é preciso prestar atenção para este maracatu verdadeiramente atômico. Ontem a noite no teatro São Pedro (PoA) eu sou derrubado de vez e caio estendido no chão quando vejo um ícone da nossa música revendo a nova, velha música brasileira.

Ney Matogrosso com Pedro Luís e A Parede não só fizeram um grande show como também mostraram como o novo pode ensinar o velho. Como uns guris que fazem música com amor pela nossa cultura podem dizer: Esqueçam os arranjos americanizados , europeizados e vamos arranjar nossa música com a “nossa música”.

Vamos fazer “repercutir” o nosso som e vamos falar algo e por favor, me deixem caído no chão pois eu fui pro céu.

“Muitos precisando, poucos conseguindo
Se todos realizam algo
O mundo segue seu caminho”
Pedro Luís

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